domingo, 16 de setembro de 2007

água?

Acordei com os respingos no meu pé direito e pensei é água? de onde vem isso? Olhei pra o banco da frente e vi a mulher inclinada, gemendo. Água o cacete, era vômito. Não senti nojo. Nem tampouco pena da senhora. Só peguei minha mochila e fui sentar num banco mais atrás. De lá ainda a via vomitando, mas encostei a nuca na barra de ferro do assento e dormi. Acordei de novo na curva da entrada do Plano, perto da ponte do bragueto. Não consegui dormir mais, fiquei pensando nas tarefas domésticas ainda por fazer e nas acadêmicas também. Droga, esqueci meu caderninho. Droga. Não consigo memorizar coisas como lista de atividades.

- guardar as compras

- lavar o banheiro

- guardar a roupa limpa

- trocar toalhas

- resumir o texto de IA

- fazer o teste de Gerência

- fazer novo blog

Tá, acho que consigo lembrar de tudo se ficar repetindo até chegar em casa. Compras, banheiro, ah, mas lavar banheiro a essa hora? Que saco! Tá, o blog e... e... ah, quando eu chegar em casa eu tenho certeza de que me lembrarei de tudo. De tudo!

Meu pé direito... por que sempre anda sobrando pra ele? Primeiro a unha do dedão do pé que ficou toda horrorosa; depois eu vivo machucando esse pé, tenho até conseguido a façanha de prendê-lo na roleta dos benditos ônibus; e, outro fato anedótico, um poodle xarope (desculpem pela redundância) conseguiu me arranhar em pleno parque da cidade no dia do churrasco do Leandro... Que tipo de gente leva a porra de um poodle pra amarrar numa árvore em pleno domingo enquanto faz churrasco??? Como detesto animais cada dia mais e seus donos sem-noção mais ainda!

E agorinha quando chego em casa jurando que vou lavar meu pé, tomar um banho caprichado e, claro, lavar o bendito do banheiro, e descansar no recesso do meu lar, mal entro e ligo o som escuto a bendita da vizinha e mais uma galera fazendo festinha pra bendita da Areta, a cadela da vizinha. Porque eles falam tão alto e fazem vozinhas idiotas como se a porra da cadela fosse um deficiente mental que só compreende o que lhe dizem se for dito daquele jeito imbecil imitando voz de criança. Afff. É irritante demais estar em casa e ficar ouvindo esses malditos vizinhos e seus animais idiotas! Se bem que às vezes fico com pena dos animais que não têm lá muita escolha quanto aos donos que têm... é ridículo demais um bando de adultos, marmanjões ficarem mudando de voz pra falar com a porra dum cachorro que de qualquer jeito não entende porra nenhuma. E pior ainda é ver o choque no rosto das pessoas quando eu digo que não gosto de animais. Aqui no Plano esse povinho ficaria menos chocado em saber que seus filhinhos tacaram fogo num índio do que alguém não gostar de animaizinhos. Não gosto dos meus vizinhos, pra resumir.

2 comentários:

Gustavo disse...

Iéco!!

Tamara disse...

Hehe. E eu pensava que meus vizinhos eram os únicos retardados. Peraí, entendi direito? Festa pra cadela? Bah... E entendo o fato de você não gostar de poodle, o plano está infectado dessas pestes.

Um abraço :*